Poema sobre a Bahia, de 1892.
À Bahia
Não sei o que há de grande,
Dentro de mim quando contemplo
Sempre a Bahia na frente
Do progredir da História,
Tirando o carro da glória
Pelo porvir atravéz!...
Minh’alma louca se expande
N’uma alegria tão grande,
Vou logo beijar-lhe os pés.
E ao vel a depois deitada
Sobre o docel da montanha
Como que ouvindo uma orchestra
Serena languida estranha;
Bahiano, levanto a fronte,
Poeta, escuto o horisonte...
Dizem-me os anjos dos céos
Numa infinita alegria;
-Foi assim feita a Bahia
-P’ra ser visinha de Deus.
Trazybulo Ferraz
Fonte: Jornal de Notícias, 1892. Edição 3869.
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