O vereador Guinha de Pascoal, no seu quarto mandato, irá presidir a Câmara Municipal no próximo biênio, a partir de 01 de janeiro de 2023.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
Presidente eleito da Câmara de Vereadores, Guinha de Pascoal, fala ao povo araciense
O vereador Guinha de Pascoal, no seu quarto mandato, irá presidir a Câmara Municipal no próximo biênio, a partir de 01 de janeiro de 2023.
segunda-feira, 4 de abril de 2022
domingo, 20 de fevereiro de 2022
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
História de Santa Cruz Cabrália: de 1500 a 1962
| Igreja Matriz de Nossa enhora da Conceição em Santa Cruz Cabrália |
No lugar Coroa Vermelha, onde, a 1º de maio de 1500, Cabral mandou erguer a Cruz com armas e divisas de Portugal, come~a a hist6ria de Santa Cruz Cabnilia. Trinta e quatro anos depois, por Carta Regia de 27 de maio, foi o território doado a Pero de Campos Tourinho, como parte da Capitania de Porto Seguro. Tendo chegado ao Brasil em 1535, o donatario fundou a primeira povoação de Santa Cruz na enseada da baia, lugar onde existia, possivelmente, pequeno forte, construindo igreja e outras benfeitorias. Na vespera do Natal do ano de 1564, a povoação foi arrasada pelos Aimores, sendo trucidados quase todos os que se encontravam no templo, assistindo a missa do galo. A povoação entrou em decadência, mudando-se os habitantes para as margens do rio Sernampetiba, onde residia o portugues Joao de Tiba, ali estabelecido desde 1530. Fundou-se nova povoação com o nome de Santa Cruz, elevada a categoria de Freguesia pelo Alvara de 2-12-1795. O Municipio localiza-se na zona fisiográfica do extreme sul do Estado. Limita com o oceano Atlantico e com os municipios de Belmonte e Porto Seguro. A sede municipal, a 5 metros acima do nivel do mar, dista 351 quilômetros, em linha reta, da Capital do Estado.
Com território desmembrado de Porto Seguro, o municipio foi criado em 29 de novembro de 1832, por decreto da Assembleia Provincial. Reincorporado ao Municipio de origem pelo Decreto nº. 7 497, de 8-7-1931, foi restaurado pelo de numero 8 594, de 4-8-1933. Em 1960, constituia-se de 2 distritos: Santa Cruz Cabralia (sede), elevada a categoria de cidade pelo Decreta-lei estadual n. 0 10 724, de 30-3-1938, e Gabiarra.
Inicialmente sob jurisdição de Porto Seguro, desde a criação dessa Ouvidoria, em 1763, e posteriormente, quando a ouvidoria foi transformada em comarca, vem sendo alternadamente termo de comarca de Porto Seguro e de Belmonte, a que se acha atualmente subordinada. Conta com quatro cartórios, sendo dois de registro civil.
| Local onde foi celebrada a primeira missa no Brasil |
Segundo dados preliminares do Censo de 1960, o municipio apresenta um incremento demografico de 94,3% sobre os resultados obtidos no Censo de 1950. Sua população atual é de 10 903 habitantes, dos quais 9 429 (cerca de 86,5%) estão na zona rural. O Municipio conta com 1 811 habitações, cabendo em media cerca de seis moradores para cada domicilio. Com uma área de 2 697 quilometros quadrados, e de 4 habitantes por quilometro quadrado a densidade demografica do Municipio.
De topografia acidentada, Santa Cruz Cabralia tem seu ponto culminante na serra da Gabiarra, aos 400 metros de altitude. Entre os rios destacam-se o Joao de Tiba, com cerca de 135 quilometros de percurso, em cuja bacia se encontram as principais quedas d'agua do Municipio; o Mutari, rio histórico, onde Cabral abasteceu a esquadra, descrito por Pero Vaz Caminha; Santo Antonio e Gabiarra.
O clima é quente e seco na zona baixa e bastante agradavel no interior. A temperatura media anual varia entre maximas de 38°C e minimas de 10°C.
Em Santa Cruz Cabralia há dois campos de pouso para pequenos aviões, com pistas de 500 metros. Dois portos fluviais (no rio Joao de Tiba) e a BR-5, que corta o Municipio a leste da sede distrital de Gabiarra, permitem, também, o acesso a outras comunas. Salvador está a 456 km por via aérea, dos quais 72 km ate Belmonte, em taxis-aereos. Pode-se ir também por estrada de rodagem até Porto Seguro (43 km) e daí pelos vapores da Cia. Navegação Baiana (mais 296 milhas), com escalas em Canavieiras e Ilheus.
A assistencia medico-sanitaria é prestada por 1 posto de saúde mantido pelo Estado. Há 1 médico no exercicio da profissao e 1 farmácia, no distrito de Gabiarra. O Municipio integra o setor nº 10 do Departamento Nacional de Endemias Rurais, sediado em Ilheus.
A paróquia é consagrada a Nossa Senhora da Conceicção de Santa Cruz Cabrália. Em 1960 havia 2 capelas públicas e uma semipublica.
O valor da produção agricola, em 1959, ascendeu a 57,3 milhoes de cruzeiros, destacando-se o coco-da-baia (33 mil centos) e o cacau (8 000 sacos de 60 kg) , que representaram, respectivamente, 35 % e 30% do referido valor. Com menor contribuic;ao o feijao ( 14% ) , a cana-de-ac;ucar (9 % ), a mandioca (6 % ) e o milho (3 % ).
A população pecuária, em 1959, foi avaliada em 110 milhoes de cruzeiros, correspondendo aos bovinos e suinos 92% desse valor. Dos primeiros, havia 12 600 cabeças; de suinos, 20 000. A industria local tem pouca expressão. Produziu, em 1958, um milhao de cruzeiros, ocupando 25 operários, em media mensa!. O beneficiamento de madeira e da piaçava são os ramos mais destacados e Ilheus e Salvador os seus mercados mais importantes. Segundo dados referentes a 31-12-61, o ensino primario dispoe de 14 unidades escolares para igual número de professores, com 500 alunos matriculados no inicio do ano.
Há uma biblioteca com mais de 1 000 volumes. Constituem pontos de interesse turistico, pelas reminiscencias históricas que encerram, a "Coroa Vermelha", local da primeira missa no Brasil, a igreja construida pelos jesuitas em 1630, com a sua custodia de ouro, prata e brilhantes, com quase um metro de altura, e a cruz fincada pelos capuchinhos em 3 de março de 1898, em comemoração ao descobrimento. O Departamento dos Correios e Telegrafos e o sistema estatistico nacional ( IBGE) passuiam agencias no Municipio.
Fonte: Biblioteca do IBGE
Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Raso em Araci
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
Bernardino José de Souza
BERNARDINO JOSÉ DE SOUZA

Autor: Gilfrancisco Santos
Professor de geografia, historiador e etnógrafo sergipano, Bernardino José de Souza (1884-1949), autor de muitas contribuições preciosas sobre a nossa terra e o nosso povo (Dicionário da terra e da Gente do Brasil; O Pau-Brasil na História Nacional; Ciclo do carro de bois no Brasil, dentre outros), continua ignorado por seus conterrâneos, apesar de ser referência importante no acervo bibliográfico em língua portuguesa. Em 1934, alcançara um merecido vôo para o Rio de Janeiro, onde assumiu alguns cargos públicos, como de Ministro do Tribunal de Contas da União. A obra de Bernardino de Souza, publicada em opúsculos e livros é constituída de discursos, proferidos em eventos memoráveis ou efemérides gloriosas, conferências, comunicações, memórias históricas, relatórios e artigos publicados nos jornais e revistas.
Nascido no Engenho Murta, Vila Cristina, hoje Cristinápolis, Sergipe, nos limites da Bahia, a 8 de fevereiro de 1884, Bernardino José de Souza, filho do coronel Otávio de Souza Leite, tipo representante da aristocracia rural do Império e Filomena Maciel de Faria, aprendeu às primeiras letras na fazenda com a professora Maria Sá Cristina de Gouvêa.
O jovem Bernardino chega a capital baiana juntamente com o pai, em 1897, aos doze anos, para interná-lo no Colégio Carneiro Ribeiro, situado no velho casarão da ladeira da Soledade, dirigido pelo grande filólogo. Feito os preparatórios matriculou-se em março de 1900, na Faculdade Livre de Direito da Bahia (hoje incorporada à Universidade Federal da Bahia), bacharelando-se a 6 de dezembro de 1904, sendo escolhido pelos colegas orador da turma de bacharelandos.
Após a sua formatura, casa-se em 8 de julho com d. Maria Olívia Carneiro de Souza, filha de Carneiro Ribeiro e logo se entrega ao magistério, sendo nomeado professor de matérias de sua predileção: Geografia (1905); História Universal e do Brasil em 1906, do conceituado Colégio carneiro Ribeiro. Nesse último ano foi convidado para reger uma das cadeiras do Instituto de Ciências e Letras.Inscreveu-se na Faculdade de Direito para concurso de lente substituto da 2ª seção e logrando aprovação, veio a ser nomeado pela congregação, por acesso, em 5 de abril de 1915, professor catedrático de Direito Internacional Público; Diplomacia e Direito Internacional Privado e Direito Público e Constitucional.
Em virtude da Lei orgânica do Ensino de 1911, passou a ser lente extraordinário da 1ª seção, compreendendo aquelas duas cadeiras e mais a de Enciclopédia Jurídica.
Como político, deputado estadual em duas legislaturas, a 8ª, de 1905 a 1906 e a 9ª, de 1907 a 1908. Na qualidade de professor do Educandário dos Perdões, Escola Normal, e equiparada em 1911, foi nomeado para lecionar Geografia e História. Bernardino de Souza ensinou em diversos estabelecimentos particulares de ensino. Foi Catedrático de História Universal no Ginásio da Bahia, do qual foi diretor em 1925.
Bernardino dirigiu a Faculdade de Direito da Bahia de 1929 a 1934, ano em que foi nomeado, por decreto de 9 de março, membro da Câmara de Reajustamento Econômico, no Rio de Janeiro, onde fixou residência. De 18 de fevereiro a 15 de agosto de 1931 foi secretário do Interior e Justiça, Instrução, Saúde e Assistência Pública, durante a interventoria de Artur Neiva (1880-1943).
Nomeado ministro do Tribunal de Contas da União, do qual foi presidente, nele permaneceu até falecer em 1949, na capital federal, vivendo seus últimos quinze anos.
Oriundo da aristocracia agrária, de família tradicionalmente ligada a terra, não perdeu nunca o seu sentido da vida rural, a paixão pelos seus encantos, que constituíram estímulo e inspiração de numerosos estudos seus. A terra e a gente do Brasil era sua paixão, aquilo que constituiu sua razão de ser. Severo e honesto em todas as suas atividades, conhecia profundamente tudo o que ensinava. Graças a Bernardino de Souza, os estudos brasileiros tiveram uma contribuição rara. Prático, era dotado de energia e vontade para execução dos seus ideais. Ou como bem definiu o educador baiano Anísio Teixeira (1900-1971):
"Bernardino José de Souza foi um homem bem representativo do nordeste, da zona semi-árida onde nasceu na fronteira entre Bahia e Sergipe. Não tinha aquela "maciez" dos baianos, ou dos nortistas "amaciados" pela Bahia, da observação penetrante de Gilberto Freyre. Bernardino, como Rodrigues Dória, foi um sergipano cheio de ímpetos, e de até violências, postos a serviço de grandes causas. Renovou, material e intelectualmente, duas instituições culturais de grande porte: a Faculdade de Direito (onde é atualmente a sede da Ordem dos Advogados, depois de ter sido o prédio ocupado pela Escola de Administração da UFBA e pelo Fórum Federal) e o Instituto Histórico da Bahia. Sozinho, construiu palácios para ambos, abrindo-lhes novos rumos".
Apaixonado, desde cedo, pela geografia, Bernardino José de Souza participou com brilho excepcional de todos os congressos nacionais da especialidade. Foi realmente, antes de tudo um geógrafo. Portanto, não foi somente um homem de idéias, mas, sobretudo de ideais.
No longo prefácio de 21 páginas, escritas por Teodoro Sampaio para o livro Por Mares e Terras (leituras geográficas), de 1913, o experiente geógrafo e historiador baiano comenta o seguinte: "As Leituras Geográficas do Dr. Bernardino de Souza, construídas por uma série de artigos, aparentemente desconexos, lançados nos moldes superiores da boa doutrina, da linguagem castigada e vibrante de juvenil entusiasmo e de patriotismo, vêm assim, atalho, agita questões que mais de perto se prendem ao desenvolvimento nacional, no que ele reclama do melhor conhecimento do nosso próprio território, pelo estudo mais acurado da Geografia Pátria, pelos problemas científicos de que cogitam, pelas sugestões de caráter político-administrativo que elas lembram, pela novidade de certas investigações que manifestam". E encerra à apresentação desta coletânea geográfica, de Bernardino de Souza dizendo que é "fruto de vocação e de entusiasmo de um cultor sincero da geografia, encontre no meio culto da nossa terra àquela boa acolhida a que faz jus toda a boa ação desinteressada e patriótica, qual a de estudar e divulgar a ciência, despertar energias e preparar o futuro, são os meus votos".
Morto em 11 de janeiro de 1949 no Rio de janeiro, o féretro saiu à tarde do dia seguinte de sua residência, à Rua Cândido Gaffrée, 196, para o Cemitério São João Batista. Bernardino de Souza deixou viúva, Maria Olívia Carneiro de Souza e os filhos Maria Berenice Carneiro de Souza (funcionária da ONU, nos Estados Unidos da América), Selene Maria de Souza Medeiros (poeta, casada com José Cruz Medeiros) e Sindoro Carneiro de Souza (engenheiro civil do Conselho de Águas e Energia Elétrica). O professor deixou ainda dez irmãos residentes entre os Estados da Bahia, Rio de Janeiro e Sergipe.
Obras-Primas (O pau-brasil na história nacional) - o pau-brasil, hoje árvore rara, era intensamente procurado nos tempos coloniais para a extração do corante vermelho brasilina, que, depois de extraído, oxida-se, dando a brasileina; usava-se esse corante para tingir tecidos e fabricar tinta de escrever. Hoje em dia, a madeira fornece é empregada apenas na fabricação de arcos para violino, motivo pelo qual é exportada, em pequena escala.
O livro é resultado da tese apresentada por incumbência do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro para o III Congresso de História Nacional (1938). Publicado no ano seguinte, a esse estudo valioso, específico, que abarca o problema em sua totalidade, foi acrescida de um capitulo do cientista Artur Neiva e de um parecer de Oliveira Viana. O historiador e professor Américo Jacobina Lacombe (1909-1993), diretor da coleção "Brasiliana", responsável pela edição do livro, disse que ele "representou para os estudiosos da primeira fase de nossa história econômica, sabem-no todos os estudiosos do país".
O Pau-Brasil na História Nacional é um admirável estudo de Geografia Humana, com toda a influência econômica e social do espécime da nossa flora que batizou o país. É um rigoroso trabalho de pesquisa, inficiente para modificar o conceito até então firmado, de que o ciclo econômico do pau-brasil esteve circunscrito ao século XVI. A documentação revelada demonstra que tal ciclo veio até o último quartel do século XIX. Na verdade o pau-brasil teve significado na história, refletindo-se em vários aspectos, pois fez muito mais do que contribuir para o nome do país.
(o ciclo do carro de bois no Brasil) - o carro de bois foi o primeiro veículo que rodou em terras brasileiras, introduzido pelos portugueses. Seu surgimento e seu emprego estiveram estreitamente ligados à indústria canavieira. Nos séculos XVII e XVIII, monopolizou quase todo o transporte por terra no Brasil. No século XIX, ainda era o principal veículo de transportes pesados por terra. Apesar do desenvolvimento dos transportes mecanizados e do surgimento e expansão das ferrovias, o carro de bois no século XX continuou largamente utilizado, sobretudo no interior.
O projeto para a realização desse livro exigiu de Bernardino todas as reservas de homem de ação e as qualidades do sociólogo, do historiador, do geógrafo, do folclorista. Foi a saudade do Engenho Murta que deu a Bernardino forças necessárias para elaboração do livro. Ciclo do carro de boi no Brasil é na verdade um reencontro com as coisas do seu passado. Disse Bernardino de Souza:
"Este livro foi elaborado com o pensamento nas duras e generosas lidas dos agricultores do Brasil, em cujas fileiras se inscrevem ao meu alcance, todos os meus antepassados. Por isso mesmo o esforço e consagro a todos os lavradores do país, ricos e pobres, proprietários e jornaleiros: quero apenas significar-lhes a veneração que tributo a quantos, poder a poder, desde os albores da Pátria, tem desbravado, semeado e regado de suor, permitindo-lhe o crescimento modesto e sóbrio, mas seguro e honesto, através de quatrocentos anos de jornada ao sol da civilização".
Sobre o livro afirma Anísio Teixeira em uma de suas abras: "apresenta muitos pontos de contato com as obras materiais que realizou. É uma pesquisa em profundidade, com material planejado e reunido pelo autor, material este que normalmente exigiria uma equipe distribuída pelos quatro cantos do país.
A indomável energia de Bernardino de Souza conseguiu emoldurar um vasto painel, cheio de variantes no tempo e no espaço, e transforma-lo em obra monumental de arte e de pensamento a um só tempo: inspiração para o artista e instrumento de trabalho para o cientista social".
Portanto, Ciclo do carro de bois no Brasil, escrito com o mais completo rigor científico, continua até hoje sendo o de maior utilidade para a compreensão da vida econômica do país em todos os tempos. Concluída a longa pesquisa, vieram às desilusões quanto à publicação imediata. Apesar de ter recorrido a várias editoras, instituições, órgãos de cultura, Bernardino de Souza não viu o seu maior projeto publicado.Idéias/ideais - Bernardino promoveu a construção, no bairro da Lapinha, de um pavilhão onde hoje se conserva ainda a figura lendária das páginas da Independência da Bahia (1823). Os carros alegóricos do caboclo e da cabocla são conduzidos pelo povo ao Campo Grande, em 2 de julho. Entre as grandes realizações do grande estudioso está à construção do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e da Faculdade de Direito da Bahia, que realizou com esforço inaudito, empreendendo-se excursões pelo interior da Bahia a fim de angariar donativos, fazendo conferências e promovendo espetáculos até vê-los instalados em prédios condignos.
Em virtude dos considerados ou relevantes serviços prestados à terra de Rui Barbosa (1849-1923), a congregação da Faculdade de Direito, por resolução de 27 de outubro de 1937, conferiu-lhe os títulos de Professor Emérito e Benemérito da Faculdade. Seus trabalhos refletem todo o gosto e o amor pela terra baiana, onde fez toda a sua formação intelectual. De modo que suas obras, revestidas de exaltação incontida, eram, ao mesmo tempo, de precisão heurística intocável.
Bernardino de Souza especializou-se em nomenclatura geográfica, produzindo várias monografias na matéria e, a final, um livro clássico: Onomástica geral da geografia brasileira (1927) e republicada em 1939 com o título de Dicionário da terra e da Gente do Brasil. O pesquisador sergipano foi sócio correspondente do Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco; do Instituto Histórico de São Paulo; do Instituto de Minas Gerais e membro correspondente da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e outras sociedades nacionais e estrangeiras. Colaborou em vários periódicos baianos: Diário de Notícias; Jornal de Notícias; Via-Láctea; Revista da Academia de Letras da Bahia; Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista da Faculdade de Direito da Bahia, Revista Bahiana de Doutrina, Jurisprudência, dentre outros.
Por Gilfrancisco Santos em 5 DE MAIO DE 2009
Jornalista, pesquisador e professor membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Origem de Serrinha na Bahia
Texto de http://emserrinha.blogspot.com/2011/04/historia-de-serrinha.html

Serrinha teve seus primeiros habitantes os índios Cariri, designação dada as primeiras famílias de línguas indígenas do sertão do Nordeste, o grupo de etnia local mais presente eram os Biritingas. Entretanto foi a chegada do português Bernado da Silva, comandante de uma expedição de colonização portuguesa, em 1715, que a organização urbana da cidade se deu. Assim, foi iniciada a construção de uma capela sob a invocação da Senhora Santana, já que a igreja católica estava diretamente ligada ao processo de colonização realizada pelos portugueses. A capela era filiada a freguesia de São João de Água Fria. A esse tempo o povoado já possuía 16 casas cobertas de telhas de cerâmica e servia de pousada aos visitantes, comerciantes e tropeiros que se destinavam ao Rio São Francisco, sendo que por haverem na época algumas nascentes, muitos dos viajantes tinha na região um local de descanso para eles e os animais (gado).
Em 1º de junho de 1838, a lei nº 67 criou o Distrito de Paz de Serrinha, e levou a capela à categoria de paróquia própria, pelo Arcebispo D. Romualdo Antônio Seixas. Em 24 de outubro de 1763 foi nomeado capelão o Pe. Antônio Manuel de Oliveira.
Presume-se que o ano de 1646, a igreja católica deu início ao processo catequisação dos índios Biritingas, os quais viviam na região.
Pela Lei Provincial nº1.069 de 13 de junho de 1876, foi o Arraial de Serrinha elevado a categoria de Vila e criado o Município de Serrinha, com território desmembrado do município de Purificação dos Campos, sendo inaugurada a 11 de janeiro de 1877. A Vila de Serrinha recebeu foros de "cidade" pelo Ato Estadual de 30 de junho de 1891, assinado pelo Barão de Lucena, fato que constou da data de 04 de junho de 1891 do Conselho Municipal de Serrinha. A instalação solene da cidade ocorreu em 30 de agosto de 1891 segundo consta da Ata do Conselho Municipal de Serrinha do referido dia.

Antiga fábrica de tecelagem de Serrinha - Hoje o atual Colégio Estadual Rubem Nogueira.
Praça Luiz Nogueira
Grande Hotel de Serrinha, atendia a estação ferroviária da cidade, mais luxuoso hotel que a cidade possuia. Hoje o Hospital Geral de SerrinhaGEOGRAFIA DE SERRINHA

História de Serrinha
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| Trecho da praça Manoel Vitorino (Atual Luiz Nogueira) |
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| Frente da Igreja Velha |
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| Feira de Mercadoria na Praça |
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| Desfile da Vaquejada |
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| Coreto de Serrinha |
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| Atual Escola Rubem Nogueira |
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| Inauguração da Ferrovia |
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| Rua da Estação |















